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OUTUBRO 2007
Caro Associado,
1. Gostaríamos de iniciar nosso contato agradecendo ao Sr.Fabio Carvalho, que faz parte de nossa Diretoria e que não mediu esforços para angariar fundos e adquirir um novo computador para a SAJEP. Ficamos felizes pois pessoas que nem sequer são nossos associados entenderam a importância de uma associação de bairro sólida, com histórico de muitas conquistas e que trabalha com dificuldades financeiras. Esperamos retribuir com um trabalho mais eficiente.
Gostaríamos também de informá-los que o computador usado da SAJEP será doado para o MOVIMENTO DEFENDA SÃO PAULO, que também precisa de novos equipamentos.
2. A SAJEP está pensando em elaborar um jornal para poder divulgar de forma mais ampla seu trabalho visto que muitos moradores tem pleiteado esse veículo e, para tanto, gostaríamos de saber se algum de nossos associados se interessaria em anunciar ou patrocinar. Seria impressão branco e preto com 4 páginas e distribuição para os 4 Jardins. Aguardamos um contato.
3. PLANO DIRETOR
O Sr. Secretário da SEMPLA, Manuelito Pereira Guimarães comunicou que foi enviado à Câmara Municipal somente a revisão do Plano Diretor Estratégico (Lei 13.430/2002), por força de ordem judicial, publicada no Diário Oficial do dia 06 de setembro último.
As Partes II (Planos Regionais) e Parte III (Zoneamento) serão revistas e enviadas à Câmara em outra ocasião. Foi resultado de ação pública movida pelo Movimento Defenda São Paulo. No entanto, como que reconhecendo que não houve suficiente participação após essa decisão judicial para apreciação do novo documento resultante, enviou concomitantemente projeto de lei para adiar a data para a sua apreciação na Câmara Municipal, possivelmente para março de 1998. Esse projeto de lei foi aprovado em 1ª discussão aguardando-se a 2ª e definitiva votação para os últimos dias. Foi uma vitória das associações de moradores e outros movimentos que recorreram também ao Ministério Público para que houvesse uma revisão realmente participativa e democrática, e a SAJEP se fez presente.
4. REUNIÃO NA CET EM 24 de setembro
A reunião na CET foi muito positiva pois mostrou a seriedade com que esse orgão de planejamento da questão do tráfego dos veículos em São Paulo, se dedicou a questão de se criar uma “Comunidade Protegida” no Jardim Paulistano que é a denominação adotada por ela para aplicação das técnicas de “ Traffic Calming” já consagradas há mais de 20 anos na América do Norte e Europa.
Roberto Scaringella, seu Presidente afirmou querer criar com a nossa primeira Comunidade Protegida um exemplo para São Paulo.
Para evitar a concentração do tráfego de veículos nas Ruas Maria Carolina e Mariana Correa, do tráfego que se faz no sentido perpendicular à Av. Rebouças e Al. Gabriel Monteiro da Silva, propuseram usar da técnica do estrangulamento nas entradas das vias que tenham esse sentido junto à Sampaio Vidal, no sentido Av. Gabriel M. da Silva, ao mesmo tempo que propuseram a reabertura do tráfego com dois sentidos de mão na rua Sampaio Vidal para distribuir o tráfego perpendicular a Av. Rebouças a quem queira atravessar o bairro na direção apontada.
Argumentamos, tanto a SAJEP como a Ame Jardins como a Olho na Praça, que tal alteração reproduziria o problema na rua Rua Sampaio Vidal que tanto lutamos para resolver. Propusemos a manutenção da inversão de direção na quadra inicial da Rua Sampaio Vidal junto a Av. Faria Lima e colocar uma única mão de direção no sentido Joaquim Antunes para a Av. Faria Lima na Sampaio Vidal na última quadra junto a Rua Joaquim Antunes.
Argumentamos que isso evitaria que de novo a Rua Sampaio Vidal se transformasse em um corredor opcional paralelo à Av. Rebouças, como era antes das mudanças introduzidas recentemente. E também tal solução minimizaria o problema das vagas de estacionamento dos Valet Service dos restaurantes na Rua Joaquim Antunes que usam a Rua Sampaio Vidal e ruas adjacentes para isso.
A CET propôs oficialmente que a Al. Gabriel Monteiro da Silva tivesse proibido o estacionamento também no trecho entre a Av. Faria Lima e a Rua Ibsen Costa Manso (onde se localiza o Pão de Açucar). Quanto a essa proposta fomos todos concordantes, pois aliviará a Rua Sampaio Vidal, da pressão de se formar nela de novo um corredor de tráfego. Quanto ao conceito de contenção do tráfego de passagem através de estrangulamento das faixas de transito para evitar com isso a burla à sinalização de contra mão, a CET tomou posição de que é impossível para ela colocar agentes multadores em todas as esquinas por tempo suficiente para educar os maus motoristas e pondo em dúvida se tal medida levará realmente a uma obediência maior, com o tempo. Apresentou provas através da apresentação de multas lavradas em alguns dias, na hora de pico, afirmando que foram cerca de 500 multas, o que corresponderia a cerca de 30% do tráfego. Não entendemos bem o critério de medição, mas compreendemos a dificuldade de educar motoristas que se sentem cada vez com menos opções para andar por São Paulo. O partido adotado de estrangulamento na entrada de vias não terá como resultado um controle de volume de tráfego como propusemos fosse adotado com semáforos na entrada das vias, que regulados com o tempo certo, não deixaria que mais de 200 veiculos por hora passassem pelas ruas residênciais ou seja um carro a cada 20 segundos. Este parametro foi preconizado e atestado na região da Baia de São Francisco, na California. O estrangulamento proposto reduziria, o tráfego a uma unica faixa, mas nas horas de pico seria formada uma fila continua de carros, significando, 800 a 1000 por hora, valor 4 a 5 vezes maior do que o aceitável.
Tanto a SAJEP como a Ame Jardins e a Olho na Praça não ficaram por isso de acordo com essa proposta e argumentamos que do nosso ponto de vista seria melhor, no momento, a inversão de mão de direção na Rua Capitão Antonio Prudente, e a manutenção das mãos de direção atuais da Sampaio Vidal como já havíamos proposto conjuntamente, e concordamos, como já dito com a ampliação da capacidade de tráfego da Al.Gabriel M. da Silva para eliminação do estacionamento na pista nos trechos em que hoje é permitido, neste caso concordando pois com a proposta da CET. O impedimento da entrada a partir da Av. Rebouças pela Rua Capitão Prudente implicará para nós uma volta pela rua Pinheiros e entrar pela Rua Joaquim Antunes, o que aumentará o tempo de percurso. Mas argumentamos que tal aumento será compensado pela tranquilidade obtida em todas as ruas na parte do bairro, que está sendo considerada. A SAJEP, ainda, de acordo com posição pública de seu Presidente, afirmou que uma solução de tráfego com resultados mais completos, para retirar automóveis das vias, seria a implantação imediata da malha de micro onibus especiais no Centro Expandido,como já foi testado com pleno exito por 10 anos em Porto Alegre, com tarifa 80% mais cara que a popular, que teria fôlego para talvez uns 3 anos, até a inauguração da linha de metrô na Rebouças prevista segundo alguns jornais, para inicio de 2010. Quando, isso ocorrer e esta é uma boa noticia, os técnicos da CET afirmaram que será desativado o corredor de ônibus, por sua então desnecessidade. E informaram que a carta que enviei ao presidente da CET Roberto Scaringella, que criou comigo a CET na gestão de Olavo Setubal nos anos 70, foi enviada a eles para conhecimento. Nela propunha argumentando, que é solução emergencial e absolutamente necessária e legalmente prevista (Lei 13241/01) e ainda, que não exige investimento público nenhum, e que, para nós, que queremos proteger nossas comunidades do tráfego excessivo, que aumenta 600 carros a cada dia que passa, 3000 por semana e 12000 por mês, seria uma mão na roda.
A CET ficou de ajustar os estudos feitos diante das ponderações que fizemos, mediante um prazo de 30 a 40 dias para tal, sem ainda se posicionar se as aceitará ou não, ou oferecerá alguma outra alternativa.
Candido Malta Campos Filho
Presidente

Candido Malta Campos Filho
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